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Neurofisiologia

Sobre

A área de Neurofisiologia na Ciência Pioneira investiga os mecanismos neurais que sustentam a percepção, a cognição e o comportamento, com foco na dinâmica funcional das redes cerebrais em diferentes escalas. Integrando abordagens experimentais que combinam registros neurofisiológicos, rastreamento ocular e modelos translacionais, os projetos buscam compreender como padrões de atividade cerebral emergem e se alteram em condições fisiológicas e patológicas, contribuindo para o avanço do conhecimento sobre funções cognitivas e suas disfunções.

Grupo de pesquisa liderado por Gustavo Rohenkol

A pesquisa investiga os mecanismos neurais da consciência visual — a experiência subjetiva de perceber uma imagem de forma consciente, distinguindo aquilo que efetivamente compõe a percepção do que é processado de maneira inconsciente.

Em laboratório, esse fenômeno pode ser investigado por meio de técnicas de supressão interocular, nas quais o cérebro deixa de reportar sinais provenientes de um dos olhos quando imagens diferentes são apresentadas simultaneamente a cada olho. Tradicionalmente, porém, esses estudos são conduzidos em condições extremamente controladas e, em grande parte, desvinculadas do processo dinâmico e ativo da visão em condições naturais.

O projeto propõe avançar nesse campo ao adaptar um paradigma clássico de supressão interocular para incorporar a visão ativa, com a execução de movimentos oculares. Combinando métodos precisos de registro neurofisiológico, como EEG e MEG, com rastreamento ocular, a pesquisa buscará mapear a atividade das redes cerebrais envolvidas na formação da percepção consciente durante a exploração ativa do ambiente.

Na linha de pesquisa do grupo, o foco está no desenvolvimento de um modelo translacional da Doença de Alzheimer em primatas não humanos, com ênfase no Resos, espécie particularmente adequada o estudo dos mecanismos neurais associados a funções cognitivas complexas.

A pesquisa investiga como a doença altera a dinâmica neuronal cortical, especialmente as oscilações gama, que estão associadas à percepção, atenção e memória e tendem a se enfraquecer no envelhecimento e em condições patológicas.

Para isso, o projeto combina treino comportamental, rastreamento ocular e registros em múltiplos sítios corticais, visando caracterizar longitudinalmente as alterações funcionais induzidas pela Doença de Alzheimer. Essa abordagem é essencial para estabelecer um biomodelo robusto e também para testar, de forma controlada, a eficácia de terapias não invasivas baseadas em estímulos cintilantes na faixa gama.

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