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Mychael Lourenço, pesquisador apoiado pela Ciência Pioneira, participa de reportagem do Fantástico sobre Alzheimer

Por Ciência Pioneira | Publicado em 14 de julho de 2026 | Última atualização em 14 de julho de 2026

Mychael Lourenço, pesquisador apoiado pela Ciência Pioneira, participa de reportagem do Fantástico sobre Alzheimer

A entrevista abordou novas perspectivas para o diagnóstico precoce da doença.

Mychael Lourenço, pesquisador apoiado pela Ciência Pioneira, participou da reportagem exibida pelo Fantástico sobre a Doença de Alzheimer no último domingo (12). Durante a entrevista, ele comentou sobre o exame de sangue capaz de identificar alterações associadas ao Alzheimer em estágios iniciais.

“Nós temos marcadores em nosso sangue que indicam o acúmulo ou aquelas modificações iniciais características da Doença de Alzheimer. (…) Acredito que em poucos anos, o exame estará disponível para a população no Brasil”, explica o pesquisador.

Além disso, ele ressalta a importância de diferenciar esquecimentos ocasionais de um quadro neurodegenerativo e declara que o principal sinal de alerta é quando a perda de memória interfere na rotina e apresenta piora progressiva ao longo do tempo.

Selecionado no primeiro edital da Ciência Pioneira, Mychael desenvolve uma linha de pesquisa inovadora sobre Alzheimer ao investigar biomarcadores e mecanismos associados à resiliência neuronal. Seus estudos buscam compreender por que determinados indivíduos preservam suas funções cognitivas mesmo diante de alterações cerebrais características da doença.

Recentemente, o pesquisador foi reconhecido com o ALBA-Roche Prize for Excellence in Neuroscience Research, prêmio internacional que destaca neurocientistas por contribuições originais e de alto impacto, considerando as oportunidades e os desafios enfrentados ao longo de suas trajetórias científicas.

Alzheimer e saúde cerebral feminina

A reportagem do Fantástico apresentou pesquisas que investigam como as oscilações hormonais ao longo da perimenopausa e da menopausa podem influenciar a saúde cerebral feminina. Aproximadamente duas em cada três pessoas diagnosticadas com Doença de Alzheimer são mulheres, o que impulsiona estudos voltados à compreensão dos fatores biológicos envolvidos no desenvolvimento da doença.

Esse conhecimento é fundamental para o avanço de estratégias de diagnóstico, prevenção e tratamento, além de ampliar a compreensão dos mecanismos de resiliência cognitiva.