Pensar fora da caixa é essencial para o cientista brasileiro, pois compete-se com laboratórios de países do primeiro mundo favorecidos por um ecossistema mais fértil. Isso é o nosso diferencial, isso é nossa força motriz, ser criativo é uma questão de sobrevivência.
Pessoalmente sou fruto das oportunidades que a universidade pública brasileira me ofereceu, com uma riqueza intelectual de diferentes professores, orientadores e colegas que possuíam vontade de fazer as coisas acontecerem e a paixão pela ciência.
Essa vontade e resiliência da academia brasileira é o que viabiliza o nosso país de ser um exemplo de progresso, criatividade e inovação. Contudo, apesar do renome e relevância global que temos, é inegável que a infraestrutura acaba por não refletir, na maioria das vezes, essa excelência de nosso capital humano.
A construção do laboratório de ponta Ciência Pioneira, no IDOR em São Paulo, marca uma nova etapa da atuação da iniciativa de filantropia voltada ao fortalecimento da ciência de fronteira no Brasil. A infraestrutura foi concebida para responder a uma demanda central da ciência contemporânea: a existência de ambientes capazes de sustentar pesquisa fundamental de alto risco, em alinhamento com padrões internacionais.
O novo espaço integra uma estratégia institucional de longo prazo voltada à criação de condições competitivas para a pesquisa exploratória, à integração de talentos científicos de excelência e ao avanço de investigações fundamentais em áreas-chave da biomedicina, e da neurociência.