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Alunas dos Cursos de Férias de ciências são aprovadas em universidades

Por Ciência Pioneira | Publicado em 28 de abril de 2026 | Última atualização em 28 de abril de 2026

Alunas dos Cursos de Férias de ciências são aprovadas em universidades

Projeto no Rio de Janeiro conecta estudantes da rede pública ao laboratório e incentiva carreiras em saúde e biológicas

Durante o recesso escolar, os Cursos de Férias de ciências ampliam o acesso de estudantes da rede pública ao universo acadêmico e científico no Rio de Janeiro. O projeto voltado a alunos do ensino médio, oferece uma imersão no método científico por meio de atividades experimentais em laboratórios universitários.

Desenvolvido pela Rede Nacional Leopoldo de Meis de Educação e Ciência (RNEC), a iniciativa impactou, em 2025, cerca de 475 estudantes distribuídos nos cinco grupos apoiados pela Ciência Pioneira: Programa de Jovens Talentos do Instituto de Bioquímica Médica, Projeto Surdos, Formulando Literacia Científica, Ciências sob Tendas e Projeto Ser Cientista.

A vivência em laboratório, aliada ao incentivo à investigação e ao pensamento crítico, é decisiva na construção de novas trajetórias, como reforça Bruna Muniz, de 19 anos, aluna do projeto e recém aprovada em Ciências Biológicas na UniRio, “o curso representa muito mais do que uma experiência no laboratório. É uma forma de mostrar que estudantes da rede pública podem ocupar espaços científicos que, muitas vezes, parecem distantes”. Agora, ela segue estudando para ingressar em Medicina.

Outro destaque é o desenvolvimento de competências socioemocionais, como autonomia e confiança. A experiência foi transformadora para Pâmella Agra, de 18 anos, que iniciará o curso de Farmácias na Universidade Federal do Rio de Janeiro. “Aprendi a confiar mais nas minhas decisões e a não depender sempre de alguém me dizendo o que fazer. Foi uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional”, relata.

Início da carreira profissional

A aprovação no ensino superior marca uma nova etapa para as estudantes e reforça o impacto da educação científica como ferramenta de transformação social. Julia Rezende, também egressa do projeto, comemora a conquista após passar no vestibular para Licenciatura em Química no Instituto Federal do Rio de Janeiro. “Foi um momento muito especial, principalmente, por saber que todo o esforço valeu a pena. Na hora que vi o resultado, chamei minha mãe e comemoramos juntas.”, relata. “Eu sempre estudei em escola pública e não tive uma preparação específica, por isso, tinha receio de não conseguir passar e, também, porque sou filha única e moro só com minha mãe desde meus 2 anos.”

Ao proporcionar acesso à ciência a partir de uma metodologia que torna o aluno protagonista do aprendizado, o projeto amplia oportunidades que contribuem tanto para a formação cidadã quanto para o futuro da ciência brasileira.