Vídeos da série “Biologia quântica na medicina”

Vídeos da série “Biologia quântica na medicina”

10 de maio de 2024

A websérie “Biologia quântica na medicina” é a segunda temporada do projeto liderado pela Equipe Quantum Bio BR. A primeira temporada, “Introdução à biologia quântica”, tem seus cinco episódios disponíveis e com acesso livre.

Como sugere o nome da série, a nova leva de episódios mergulha nas relações entre a biologia quântica e o mundo da medicina, explorando como essa área da ciência pode impactar, por exemplo, a oncologia e a neurociência.

A Equipe Quantum Bio BR é composta pelo Dr. Marcelo Sousa, CEO da Bright Photomedicine e pesquisador associado ao IDOR, e os doutorandos Pedro Alvarez (Instituto de Física Gleb Wataghin) e Matheus Araña (École Polytechnique de Paris), que conduzem as conversas de forma dinâmica e inovadora.

A seguir, confira os episódios já exibidos.

1º episódio: Tecnologias quânticas na medicina

No dia 7 de maio, participaram da série Eveliny Nery (Universidade de Helsinki), Leonardo Tanaka (InCor/HCFMUSP) e Lucas Delgado (Emerge Brasil).

Com doutorado concluído na University of Surrey, Nery falou sobre como a ciência tem avançado na área da biologia quântica. Na experiência em Surrey, a pesquisadora integrou a primeira turma do primeiro centro de biologia quântica do mundo. Ela contou como a interdisciplinaridade foi importante em seus estudos. “Colocaram físicos, químicos e biólogos para trabalhar juntos. Enquanto eu trabalhava com a parte experimental da fotossíntese, outros se dedicavam à parte teórica”, disse. “A forma que um físico e um biólogo analisam um mesmo problema é diferente. Meu contato com os físicos me ajudou a melhorar minha pesquisa.”

Tanaka refletiu sobre como a biologia quântica pode ter um impacto poderoso na medicina, destacando as possibilidades diagnósticas. Abordando a mecanobiologia, ele explicou que exames atuais podem revelar o cálcio já acumulado nos vasos, o que revela o processo de desenvolvimento de aterosclerose. A física quântica, no entanto, poderia gerar tecnologias diagnósticas muito mais sensíveis, identificando quantidades pequenas de cálcio, o que alertaria para a aterosclerose em seu início, favorecendo a prevenção.

Delgado destacou a importância dos vários perfis de cientistas no fazer científico. Enquanto uns avançam mais na pesquisa, outros focam mais na aplicação. E há, ainda, aqueles com habilidade para se dedicar às duas área. Ele criticou a divisão entre a ciência básica e a ciência aplicada. Para o engenheiro, a distinção não existe. “Você não trabalha na aplicação se não sabe como as coisas funcionam”, disse.

Esses e muitos outros temas forma discutidos no primeiro episódio. Clique na imagem abaixo para assistir na íntegra:

2º episódio: Fenômenos quânticos nos sentidos

No dia 14 de maio, participaram da série Fabio Pinna (Universidade de São Paulo), Marcelo Paleologo (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e Roberto Lent (Universidade Federal do Rio de Janeiro e IDOR).

Doutor em otorrinolaringologia pela Universidade de São Paulo, Pinna falou sobre o olfato. Ele refletiu sobre como, ao longo da evolução, fomos perdendo um pouco desse sentido em comparação a outras espécies, como os cães. “Tivemos a área de captação do olfato reduzida”, disse. “Passamos a usar menos o olfato, nosso nariz não fica perto de superfícies, mas do ar atmosférico.” Ele explicou como, com apenas cerca de 400 receptores olfativos, podemos sentir mais de 10 mil odores diferentes.

O neurocientista Roberto Lent mostrou que o ato de sentir um odor pode parecer simples, mas envolve uma série de etapas no organismo. Segundo ele, uma análise pode ser feita a partir de níveis heurísticos, de escalas diferentes. Em uma escala quântica, por exemplo, uma molécula de um odorante (algo que exala odor) interage com os receptores do sistema olfatório. Já em uma escala um pouco maior, observando-se as células, o odorante se converte em potenciais de ação: navega pelo sistema nervoso até chegar ao bulbo olfatório, que processa e transmite informações sobre o odor. Em uma escala ainda maior, pode-se analisar interações entre diversas redes. Exemplos são a rede olfatório, a rede das emoções, da memória, do controle executivo. Assim, é possível ter uma resposta a um odor (como jogar fora um alimento estragado ou se aproximar de uma pessoa amada).

Trabalhando diretamente com a física quântica, Paleologo falou, entre outros assuntos, sobre sua área de pesquisa: a interação da radiação com a matéria, os sistemas quânticos abertos e a informação quântica. Ele também respondeu a perguntas dos participantes.

Esses e muitos outros temas forma discutidos no segundo episódio. Clique na imagem abaixo para assistir na íntegra:

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